Você Conhece? Maria Elizabete Jorge

Créditos: Acervo Folha

Maria Elizabete Jorge, também conhecida como Bete dos Pesos, nasceu em Viçosa, em Minas Gerais em 1957. Sua história é um exemplo de que nunca é tarde demais para irmos atrás dos nossos sonhos.

Maria Elizabete se profissionalizou em sua modalidade aos 34 anos, uma idade considerada “tarde” para começar a vida esportista. Sua modalidade é o halterofilismo, ou levantamento de peso! Um esporte dominado pela participação masculina. Em 2000, aos 43 anos, Maria Elizabete foi a primeira brasileira a disputar as Olimpíadas no levantamento de peso. 

A vocação de Bete para o halterofilismo veio por meio do seu trabalho como lavadeira de roupas, já que ela precisava carregar trouxas pesadas frequentemente. Ela trabalhava na Universidade Federal de Viçosa e começou seu treinamento lá mesmo, em 1991.

Em 1992, apenas um ano após começar seu treinamento, Bete foi campeã Sul-americana, na Argentina. Em 1999, ela se classificou para participar do Campeonato Mundial de Levantamento de Peso, na Grécia. Nas Olimpíadas de Sidney, na Austrália, Bete ficou em nono no ranking de seu peso.

Após as Olimpíadas, Bete se aposentou como atleta, mas ainda se dedica ao esporte. Com o objetivo de produzir novos campeões brasileiros, Bete bancou de seu próprio bolso seu início de carreira como treinadora, garantindo uma pequena bolsa para quem desejava treinar. De início, Bete foi as escolas buscando por crianças que desejavam treinar o esporte. Atualmente, ela coordena um centro de formações de atletas em sua cidade natal e é responsável pela revelação de diversos atletas na modalidade de levantamento de peso, como Mateus Gregório, Romário Martins e Welisson Rosa.

As dificuldades que Bete enfrentou nesse esporte persistem de forma um pouco mais tênue atualmente. Segundo a ex-atleta, o halterofilismo não possui o investimento necessário no Brasil. É um esporte que demanda aparelhos de treinamento caros. Após a participação de Bete as Olimpíadas de Sidney, o governo brasileiro passou a olhar para a modalidade com mais atenção, mas ainda não o suficiente para suprir a necessidade de investimentos e patrocínios que os atletas necessitam.

Além da questão do investimento, Bete salienta que o aumento da participação feminina no esporte também é uma meta que ele deseja atingir. Mesmo sendo um esporte que vem crescendo no Brasil, a paridade entre homens e mulheres ainda não é 50 a 50%. Agora, Bete tem como objetivo levar as mulheres as Olimpíadas, treinando duro para 2024!

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