O que é o yoga restaurativo e como praticá-lo?

Com o relaxamento como objetivo principal, não é à toa que a popularidade do yoga restaurativo vem crescendo. E neste post te contaremos tudo que você precisa saber sobre a prática.


Você já ouviu falar no yoga restaurativo? Se sim, provavelmente você já percebeu que a prática está cada vez mais popular no meio do yoga.

Mas se você ainda não a conhece, saiba que está no lugar certo. Neste post te contaremos tudo que você precisa saber sobre a prática que vem se tornando cada vez mais buscada.

Você pode até se perguntar o motivo desse crescimento na procura pelo yoga restaurativo. Mas não é muito difícil de entender. Afinal, nada mais natural que uma prática que visa o relaxamento ganhe força.

Principalmente quando vivemos dias cada vez menos tranquilos e mais tensos.

Faz ainda mais sentido quando observamos o contexto da pandemia. No último ano, passamos a conviver não apenas com a insegurança, mas com o temor, e o aumento nos níveis de estresse e condições psicológicas.

E, como consequência, muitas pessoas passaram também a procurar formas de aliviar esses sentimentos e sintomas.

Mas como o yoga restaurativo pode nos ajudar?

Continue com a gente que te contamos um pouco melhor sobre o suporte que esta prática pode oferecer. Neste texto, você encontrará informações sobre:

  • O que é o yoga restaurativo
  • Os acessórios utilizados na prática
  • Os benefícios que a modalidade oferece
  • Posturas para praticar no yoga restaurativo
  • Onde realizar sua prática
  • O método restaurativo brasileiro

Vamos lá?

Afinal, o que é o yoga restaurativo?

O yoga restaurativo é uma prática focada especificamente no relaxamento corporal, mental e emocional.

E para alcançar esse estado de harmonia, tem suas próprias regras e se utiliza de fatores pouco comuns a outras modalidades do yoga.

A exemplo dessas particularidades, temos um dos principais aspectos do yoga restaurativo: a pouca movimentação.

Diferente de práticas como o vinyasa yoga — que trabalha sequências de posturas e o movimento que as interliga —, o yoga restaurativo foca na longa permanência das posições.

Ou seja, ao invés de uma prática mais fluida e movimentada, você imerge em um momento mais estático, e fica nas mesmas posições por períodos de tempo mais longos (de 5 minutos ou mais).

A níveis de comparação e semelhança, o yoga restaurativo se aproxima mais do yin yoga.  As duas atividades compartilham o foco em um momento de desaceleração, e nos aspectos meditativos da prática.

Mas como isso pode ajudar no relaxamento? E como consigo me manter na mesma posição por tanto tempo?

A utilização de acessórios no yoga restaurativo

Bom, como o yoga restaurativo busca justamente relaxar o praticante, não faz muito sentido que a atividade exija de você grandes esforços físicos, correto?

Por isso, normalmente a prática é realizada com o auxílio de acessórios.

Aqui no blog já falamos sobre alguns deles, como blocos, tapetes e toalhas de yoga. E você pode utilizá-los, mas dentro desta lista, a opção mais frequente é o tapete, já que é sobre ele que você vai realizar e manter essas posturas.

Mas você ainda deve contar com outros auxílios, acessórios que não são sempre usados dentro da prática e que podem ser até mais acessíveis que os citados anteriormente. Este é o caso das mantas/cobertores.

Nos vídeos ao longo deste texto você poderá conferir a utilização destes acessórios, mas já adiantamos que normalmente eles são dobrados ou enrolados. Desta forma, criamos apoios confortáveis para nosso corpo.

E o conforto é um ponto importante para esta modalidade. Já que a longa permanência nas posturas é um dos pilares do yoga restaurativo, é compreensível que você preze por uma prática confortável.

Por isso, quando você escolher as mantas para sua prática, priorize sempre os tecidos mais macios.

Vale lembrar que o uso desses acessórios visa facilitar a prática e torná-la o mais relaxante possível para você. Mas, eles não são estritamente necessários.

Caso você se sinta melhor realizando a atividade sem acessórios, e se este for o cenário de melhor relaxamento para você, aposte nisso.

Os benefícios do yoga restaurativo

Aqui no blog, estamos sempre falando sobre os benefícios do yoga: que não são poucos.

No caso do yoga restaurativo, não é diferente. Na verdade, a modalidade promove benefícios já falados por aqui, como:

  1. relaxamento profundo
  2. redução de dores musculares esqueléticas
  3. redução de dores crônicas
  4. ajuda na recuperação de lesões e doenças
  5. melhora a qualidade do sono.

No caso do relaxamento profundo, trata-se de uma consequência natural da prática, que se interliga diretamente à melhora da qualidade de sono.

Afinal, corpo e mente relaxados são a melhor receita para uma boa noite de sono, certo?

Já os benefícios que tratam diretamente do corpo, se relacionam ao fato da prática não exigir grandes esforços físicos. Por isso, ela pode ser utilizada como ferramenta na recuperação de lesões e doenças.

Além disso, o baixo nível de esforço combinado à adaptabilidade do yoga restaurativo permite ainda que a modalidade seja uma boa opção também para gestantes.

Por essas características, já dá pra entender o motivo da popularidade desta modalidade, certo?

Yoga restaurativo na prática

Você já conhece os benefícios oferecidos pelo yoga restaurativo, seus objetivos e até mesmo sua forma de trabalho.

Mas agora é hora de você visualizar como tudo isso funciona na prática.

E para isso separamos alguns asanas para tornar esses conhecimentos mais visualmente práticos para você. É só dar o play para ver a explicação completa das asanas.

1. Savasana (postura do cadáver)

O Savasana, ou postura do cadáver, é uma das posições que parecem mais práticas e fáceis do yoga.

Mas no caso do yoga restaurativo, no qual você precisa prolongar suas posturas, algumas pessoas podem encontrar dificuldade para realizar.

Para facilitar a estadia e o conforto nesta posição, a professora Miila Derzett, pioneira da modalidade no Brasil, insere a utilização de acessórios.

Uma almofada cilíndrica vai abaixo dos joelhos, enquanto um rolinho feito com a manta fica sob os tornozelos.

Para finalizar a estabilidade, outra manta dobrada deve ficar sob sua cabeça. E a dobra, a parte arredondada, deve ficar junto de seu pescoço e ombros.

A permanência na postura pode se tornar mais aconchegante também com mantas envolvendo suas mãos.

2. Balasana (Postura da criança)

Naturalmente o Balasana, ou postura da criança, já é um dos asanas mais utilizados para alcançar o relaxamento na prática.

E com o auxílio de acessórios e a permanência prolongada nesta posição, você potencializa este aspecto de tranquilidade e relaxamento.

Para isso, você vai dobrar os joelhos sobre o tapete e sentar sobre seus calcanhares, de forma que ambos fiquem levemente separados, enquanto os dedões dos pés se tocam.

A instrutora Luciana Prakash explica que para facilitar esta posição, você pode se sentar sobre um bloco, deixando ele abaixo do quadril e entre seus pés.

Outra forma de facilitar o processo é posicionar uma almofada entre os quadris e os calcanhares.

Com os joelhos afastados, você deve ainda posicionar, entre suas pernas, um bolster ou uma pilha de acessórios sobre os quais você possa se deitar.

3. Viparita Karani (Posição da ação invertida)

O Viparita Karani também pode trazer um relaxamento diferenciado, quando a permanência nele é prolongada e auxiliada por acessórios.

No caso do vídeo, a instrutora de yoga Luciana Lobo explica, de forma detalhada, como chegar nesta postura.

Em Virasana, você pode apoiar um dos braços sobre o chão e virar levemente o corpo, de forma que você role, e pare uma vez que estiver deitado sobre o tapete.

Nesta posição, você deverá apoiar os quadris sobre o bolster (ou alguma pilha macia que dê apoio ao seu corpo) e esticar as pernas para cima, encostando os tornozelos na parede.

Os pés devem ficar levemente afastados, para que consigam segurar outro bolster.

Para o apoio da cabeça, você pode usar uma manta dobrada, como apontado na postura anterior. E o mesmo vale para as mãos, que podem ficar relaxadas ao lado de sua cabeça.

Onde e quando praticar yoga restaurativo?

Por ser uma prática que visa o relaxamento, o ideal é que você busque um local tranquilo para a prática do seu yoga restaurativo.

Desta forma, você pode encontrar mais facilidade não apenas em manter as posturas por longos períodos, mas também focar sua atenção e energia na sua própria respiração.

Com essa característica de longa permanência, o yoga restaurativo pode ser um desafio para quem ainda encontra dificuldade em se concentrar.

Então um lugar quieto e sem muito movimento definitivamente irá te ajudar a ter foco no seu agora.

Também é interessante que você busque por um lugar que seja relativamente espaçoso, considerando que o yoga restaurativo pode exigir mais espaço para a realização das posturas.

Se você pretende praticar em casa, existe a possibilidade de fazê-lo até mesmo na cama.

Há quem goste de praticar o yoga restaurativo antes de dormir, buscando desacelerar e relaxar o corpo para o sono. E há também quem o faça logo que acorda, podendo iniciar seu dia já em harmonia.

Mas não existe um horário específico certo para todas as pessoas. Assim como o yoga, como um todo, a modalidade é personalizável.

E para adaptá-la à você, vale pensar: em que parte do seu dia você poderia dedicar um tempo a esse trabalho? Em que momento da sua rotina esse relaxamento profundo poderia ser bem vindo?

Além disso, é importante também que você tenha os acessórios à mão, caso vá praticar com a ajuda deles.

Antes de começar a atividade, separe e prepare seu tapete, mantas, toalhas, blocos e bolsters. Desta forma, você diminui ainda mais a necessidade de movimentações durante a prática.

Vale ainda pedir a ajuda de alguém para posicionar os acessórios.

Mas, caso você pratique em um estúdio ou centro de atividades, o trabalho provavelmente será ainda menor. E sua instrutora, ou seu instrutor, devem facilitar o processo para você e seus colegas de prática: promovendo um ambiente tranquilo e acolhedor.

O método restaurativo brasileiro

Além do yoga, o método restaurativo pode ainda abranger outros campos de saberes, formando toda uma filosofia de vida.

Em entrevista ao portal Sagres, a idealizadora do método brasileiro, Miila Derzett explicou um pouco melhor sobre essa composição.

“O método restaurativo é construído com diversas epistemologias. Eu junto vários tijolos, na psicologia de estudo comportamental eu trago vários aspectos para treinar como, compaixão, empatia. Eu trago da yoga a questão postural, mas também a questão de toda filosofia do espaço, essas questões éticas, exercícios respiratórios. Também trago estudo da filosofia e antropologia para que a gente consiga se territorializar mais nessa prática no Brasil e do contexto que a gente vive aqui.”

Além disso, o método restaurativo destaca e incentiva uma vida tal qual a própria prática: com pausas e descanso.

Um tanto quanto diferente do estilo de vida em que nossa sociedade está concentrada, certo?

Está aí mais uma resposta para o motivo da crescente popularidade do yoga restaurativo.

Apesar de não ser algo que corresponde facilmente a nossas rotinas diárias, o movimento de desaceleração é parte de uma busca cada vez mais comum.

As pessoas precisam de pausas e descanso, precisam de momentos de relaxamento para corpo, mente e emocional. Seja por um período específico de tempo ou incorporando essa noção integralmente à suas rotinas.


Caso o yoga restaurativo tenha te interessado, busque plataformas online e centros de atividade que ofereçam a prática.

E para concluir

Se você ainda está na dúvida se deve ou não aderir à esta modalidade, lembre-se que, basicamente, o yoga restaurativo busca:

  1. desacelerar
  2. longa permanência de posturas
  3. respiração profunda

Podendo oferecer benefícios como:

  1. relaxamento profundo do corpo, mente e emocional
  2. redução de dores
  3. melhora a qualidade do sono.

Acreditamos que, através deste texto, já deu para entender como o yoga restaurativo se tornou um dos queridinhos dos praticantes, certo?

Agora a pergunta que fica é: a modalidade tem chances de alcançar mais um praticante e integrar a sua rotina diária?


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