O que é body neutrality ou neutralidade corporal?

Você sabe o que é Body neutrality? Conheça mais sobre o movimento que propõe autoaceitação e respeito ao seu corpo, sem a chamada positividade tóxica. 


Para muitas pessoas, o exercício de se olhar no espelho pode ser difícil.

Isso porque nem sempre estamos confortáveis e em completa satisfação com nosso reflexo, com nossa aparência.

E nos últimos anos, vem crescendo um movimento em resposta a essa experiência nem sempre positiva: o movimento body positive ou positividade corporal. 

Mas o que muitas pessoas desconhecem é o fato de que há uma alternativa que propõe um olhar mais objetivo sobre seu corpo. Se você não está no auge do autoamor, tudo bem.

Mas o ódio a si mesmo também não deve se instaurar. E nesse meio termo é onde você pode encontrar o conceito de body neutrality, também conhecido como neutralidade corporal.

Ainda não entendeu bem sobre o que estamos falando?

Confira abaixo o resumo deste artigo e venha conhecer esse movimento que cresce no mundo virtual, mas se expande no dia a dia de muitas pessoas.

  • O que é Body neutrality ou neutralidade corporal?
  • Qual é a diferença entre Body positive e Bdy neutrality?
  • Então o Body neutrality é melhor do que o movimento Body positive?
  • O que é positividade tóxica e como isso me influencia?
  • Quem deve aderir ao movimento de Body neutrality?

O que é body neutrality ou neutralidade corporal?

Aceitar e amar seu corpo, independente de ele se encaixar nos padrões estéticos, é uma tarefa difícil.

Por anos a sociedade nos ensinou que apenas alguns tipos físicos são válidos e dignos de amor e desejo.

Então, quando chegamos em um momento em que o autoamor é amplamente encorajado, pessoas que não estão dentro dos padrões, naturalmente podem ter dificuldade em admirar seus próprios corpos.

E é neste cenário que o body neutrality, ou a neutralidade corporal, se estabelece.

A ideia do movimento é aceitar sentimentos naturais que experienciamos diante de um histórico preconceito contra determinados corpos

Dentro do movimento, por exemplo, a insatisfação ao se olhar no espelho não é condenada, mas sim vista como algo natural. Afinal, autoaceitação é um processo constante, e nem sempre você vai estar contente com sua própria imagem. 

É natural que em alguns dias sua percepção sobre si mude.

É natural que em alguns dias você não ame totalmente o seu próprio corpo.

E você não deve se punir por nada disso, assim como não deve se condenar por não se encaixar nas normas impostas pela sociedade. O lugar que você pode ocupar é justamente o da neutralidade.

Neutralidade corporal tem a ver com funcionalidade do corpo e auto-respeito 

Duas palavras resumem muito bem toda a abordagem do movimento body neutrality: funcionalidade e respeito. 

Isso porque, ao invés de olhar para si buscando como se encaixar em padrões estéticos, a proposta é que você veja seu corpo como uma ferramenta.  Entenda como ele funciona e o que pode te oferecer.

Perceba que é através dele que você vive o mundo e respeite isso.

Esse tipo de olhar sobre si pode ser o suficiente para que você tenha uma relação mais saudável com o seu corpo. Desta forma, o autoamor não ocupa um lugar de obrigação ou sentimento constante, mas o respeito ao seu corpo deve estar sempre presente.

Então, em resumo, o que é body neutrality? 

  1. É um movimento que normaliza o fato de que nem sempre estaremos felizes com nossa imagem
  2. Pensa o corpo como uma ferramenta: o que seu corpo pode fazer por você?
  3. Afasta o foco da relação entre você e seu corpo do fator estético
  4. Ressalta a importância de respeitar o que seu corpo te oferece

Qual é a diferença entre Body positive e Body neutrality?

Por serem dois movimentos que lidam com um novo olhar sobre nossos corpos, muitas pessoas podem confundi-los.

Mas é importante definir o que é Body neutrality e o que é Body positive, suas semelhanças e diferenças. Até porque, desta forma, cada pessoa pode entender onde melhor se encaixa.

Tanto o movimento body positive quanto o movimento body neutrality trabalham autoaceitação.

Esse é o principal ponto em comum entre ambos. A diferença começa quando observamos a proposta e a abordagem de cada um.

O movimento Body positive propõe que você se desprenda dos conceitos de um corpo ideal, para que, assim, possa aceitar e amar seu corpo como é. A ideia é naturalizar todos os tipos de corpos e encontrar beleza em cada um deles.

E, através dessa abordagem, o objetivo é melhorar a percepção sobre si, aumentar a autoconfiança e autoestima, e proporcionar uma mentalidade em que o amor próprio é possível.

Quando falamos sobre Body neutrality, no entanto, a história é outra, como você já deve ter percebido.

O próprio termo já anuncia sua intenção: neutralidade. Se o autoamor não é uma possibilidade em sua experiência — seja de forma definitiva ou temporária — você também não precisa se condenar por isso.

Basta focar na funcionalidade de seu corpo.

Além disso, o movimento também pode ser o lugar certo para quem não tem sua vida orientada por padrões estéticos. Até porque, o Body neutrality não precisa ser algo de você para você mesmo, e pode também incluir aqueles corpos à sua volta.

Mas falaremos disso mais à frente. 

Primeiro vamos à uma pergunta que pode ser muito comum para quem está conhecendo o movimento Body neutrality.

Então o Body neutrality é melhor do que o movimento Body positive?

Somente quem pode decidir qual movimento melhor representa seus pensamentos e posicionamento é você.

Então, não existe apenas uma única resposta correta quando a questão é decidir entre Body neutrality e Body positive.

O ideal aqui é você realmente parar e analisar com que tipo de abordagem você mais se identifica. 

Além disso, é importante também entender que os dois movimentos não são opostos um ao outro, como muitos podem deduzir. É preciso compreender que ambos propõem que você reavalie a forma como você enxerga seu corpo — seja focando numa abordagem positiva ou neutra.

E essas duas visões podem — e devem — coexistir. Isso porque, desta forma, deixa de existir uma única alternativa para um grupo de pessoas tão diverso. 

Esta foi a posição que o Body positive ocupou por alguns anos, quando a neutralidade corporal ainda não era tão explorada. E, obviamente, esse cenário teve altos e baixos. 

A lista de pontos altos inclui crescimento na representatividade e na melhora da autoestima de muitas pessoas.

Por outro lado, essa ampliação do Body positive se deu de uma forma que abriu precedentes para descontextualização e excessos. E é neste excesso que mora um perigo: a positividade tóxica.

O que é positividade tóxica e como isso me influencia?

Não adianta adotar para si o discurso de que você ama seu corpo e precisa aceitá-lo, se você não acredita nas próprias palavras.

Autoaceitação e autoamor, para muitas pessoas, envolve um processo de desconstrução de visões impostas pela sociedade.

Justamente por isso, pode levar um tempo até que você consiga se ver de forma positiva.

Mas há quem caia na situação de forçar esses sentimentos positivos, se obrigar a vivenciá-los, mesmo que não os sinta. E é aí que o processo de autoaceitação pode levar a um caminho de positividade tóxica.

A positividade tóxica começa quando, além de uma obrigação, a visão positiva sobre um determinado assunto se torna forçada, não-natural. E isso acontece em diversos âmbitos da vida e do dia a dia, incluindo o processo de aceitação de corpos. 

Um exemplo muito prático e fácil de entender acontece nas redes sociais.

Como o movimento body positive, por exemplo, cresceu bastante online, é comum que algumas pessoas tenham suas páginas iniciais repletas de discursos sobre positividade corporal.

Mas o excesso dessa mensagem, para quem não se identifica com ela, pode realmente ser prejudicial.

Em entrevista à BBC, Antonio Rodellar, psicólogo da saúde e especialista em transtornos de ansiedade e hipnose clínica, explica as consequências disso. 

“Todas as emoções que reprimimos são somatizadas, expressadas através do corpo, muitas vezes na forma de doença. Quando negamos uma emoção, ela encontrará uma forma alternativa de se expressar,” falou o psicólogo à BBC.

Então, a positividade tóxica não somente afeta sua saúde mental, como também o seu bem-estar físico.

Se uma pessoa já sofre com sua autoimagem, a positividade tóxica pode trazer ainda mais sofrimento.

E falamos aqui de um sofrimento dispensável e desnecessário. Também por isso, o movimento Body neutrality surgiu e vem crescendo.

O movimento Body positive perdeu o sentido?

Para muitas pessoas, sim, o movimento Body positive perdeu um pouco de sua intenção inicial: pregar a aceitação e amor a todos os corpos. E não se trata apenas da positividade tóxica que vem se espalhando por esse cenário, mas também sua descontextualização.

Isso porque, nos últimos anos, o movimento cresceu de forma a chamar atenção de quem pode ganhar em cima desse conceito.

O body positive segue tendo sua legitimidade social e política, e deve ser um espaço seguro para quem se identifica com o movimento.

Mas é preciso reconhecer que seu conceito ganhou espaço também no mercado, e pode ser apropriado por marcas apenas para atingir um público que há anos carecia de atenção e aceitação.

Com isso, o termo acaba descontextualizado. Nos últimos anos, por exemplo, não foram raras as situações em que campanhas voltadas para corpos fora do padrão focaram em corpos que, pasme, se encaixavam no padrão. 

E não se trata de apenas ignorar a pluralidade de corpos gordos, apostando em um único tipo de modelo.

Aqui falamos sobre usar modelos que são consideradas magras para estrelar campanhas plus size. 

E isso sem contar a falta de outras representatividades corporais.

Afinal, não é só o corpo gordo que sofre com o preconceito. Em diferentes medidas, pessoas negras, pessoas com deficiência, e até mesmo a forma como alguém expressa seu gênero são alvos de atitudes preconceituosas. 

Portanto, é de extrema importância que esses grupos diversos também consigam se sentir parte desses movimentos, passando a olhar para seus corpos de uma forma diferenciada.

Quem deve aderir ao movimento de Body neutrality?

O movimento de Body neutrality não precisa ser algo exclusivo de quem vê seu corpo, de alguma forma, socialmente excluído.

Na verdade, o conceito de neutralidade corporal, idealmente, deveria ser parte da mentalidade de todas as pessoas.

No vídeo abaixo, por exemplo, a nutricionista e pesquisadora Sophie Deram levanta um ponto de extrema importância. Ela diz que a neutralidade corporal deveria, inclusive, ser praticada na área da saúde.

Isso porque muitas vezes profissionais da saúde negligenciam corpos gordos, por exemplo, atribuindo qualquer problema de saúde ao peso da pessoa. 

Então o que podemos entender é que, obviamente, o Body neutrality é pensado para quem sofre com o preconceito estético,

Pessoas que vivenciam dificuldades com autoamor e autoaceitação são, de fato, o foco do movimento.

Mas seu conceito, suas ideias e abordagem têm o poder de também provocar mudança de pensamentos para além desses grupos.


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