Corredor guia: vitória em dobro

Ser um corredor guia é mais do que gratificante: é uma vitória em dobro

Quando um corredor cego tem um parceiro, um corredor guia, a sensação ao completar uma prova não é só a de que aconteceu ali uma superação pessoal.

É um sentimento que envolve também a emoção de dividir aquela vitória, que não seria possível sem que houvesse ali um corredor, um companheiro para compartilhar o momento de vitória.

Além disso, é uma forma solidária de, junto de uma pessoa com deficiência visual, garantir que um atleta consiga concluir uma prova de forma segura e com alta performance.

Assim, finalizar uma prova, por si só, consiste em uma grande vitória. E uma vitória a ser dividida, compartilhada, celebrada e dividida.

Como nasce um corredor guia?

Ex-atletas da corrida, do futebol, do basquete e de outras modalidades, ou até mesmo pessoas dedicadas a contribuir com a vida de uma pessoa com deficiência são aqueles que tem grande condicionamento físico para encarar uma prova do início ao fim.

Mas não importa quem você seja. O que importa é a sua motivação, a sua vontade e a sua dedicação para completar uma prova de forma que se promova inclusão no esporte.

Assim, qualquer pessoa com um mínimo de treinamento de corrida pode ser um corredor guia e mudar completamente a vida de inúmeras pessoas, inclusive evoluindo juntamente do atleta a ser guiado.

E é nessa hora que o trabalho voluntário abrange um processo que se inicia antes de uma prova, perpassa o momento da corrida e ainda persiste depois.

Isso porque, vale lembrar: o trabalho de um voluntário vai além de guiar um atleta com deficiência visual. É um compromisso que passa pela motivação, em saber se ele está bem ou se está precisando de algo para melhorar sua corrida.

E não, não é um trabalho fácil. Ao ser um corredor guia, é necessário ser os olhos da pessoa com deficiência visual.

É necessário aprender o ritmo de corrida, educar o corpo para poder fazer alternâncias de braços e pernas da forma correta para que não haja nem quebra de ritmo, nem mesmo um eventual acidente por choque entre os corredores.

E, mais do que isso: é necessário desaprender seu ritmo, seu jeito e sua forma de correr. É dedicar-se inteiramente a fazer com que o esporte possa fazer parte novamente da vida de uma pessoa que, sem o seu suporte, não terá como prosseguir.

E é nesse momento que ser um guia de corredores com deficiência visual se torna um momento ainda mais gratificante, mais nobre e ainda mais bonito.

As recompensas de ser um parceiro de corrida de cegos

Pode ser muito desafiador ser um corredor guia, mas as recompensas por ser parceiro de cegos é imensa.

Isso porque quem corre ao lado de uma pessoa cega ganha em prática de exercícios, ganha em qualidade de vida e, mais do que nunca, ganha muito em bem estar.

Ao correr junto, terminar uma corrida é como terminar a sua própria corrida. Ganhar uma prova é um ganho pessoal também, é subir ao pódio junto e, mais do que isso, é vencer por ter lutado junto.

Como treinar para ser um corredor guia

Embora pareça ser um trabalho árduo, o treinamento para ser um corredor guia envolve, em suma, o trabalho para desenvolver a corrida e torná-la cada vez mais técnica.

Nisso, entra na conta sempre subir o nível da sua corrida, tanto em tempo quanto em técnica.

E para disputar provas, o que vale mesmo é treinar do começo ao fim com o seu atleta a ser guiado.

Para alguns atletas com deficiência visual de alto desempenho, o treino é levado tão a sério que até mesmo as medidas antropométricas fazem toda diferença.

Como correm os atletas com deficiência visual

Para correr, os guias utilizam, presa à mão, uma corda que se conecta à mão do cego corredor.

As cordas não podem nem ser elásticas e nem medir mais de um metro e não devem ser utilizadas para que o guia empurre ou impulsione seu atleta.

Em uma prova de maratona, a regulamentação da prova é feita pelo Comitê Paralímpico Internacional, que determina que cada um dos corredores deficientes visuais levem para a prova dois guias.

A decisão de levar os guias permite que eles , durante a prova, se revezem para conduzir o seu atleta. A cada 10, 20 e 30 quilômetros pode ocorrer o revezamento, de acordo com a normativa.

Para que aconteça o revezamento, os guias avisam o momento em que o atleta deve ou saltar ou se lançar para uma zona regulamentada previamente para que haja a substituição para que outro guia assuma a sua condução.

E nessa hora, vale tudo: bater palmas, gritar ou usar qualquer coisa que emita o som combinado para fazer a substituição.

Onde posso me tornar um guia?

Em Curitiba

Contate

lubiscaia@smelj.curitiba.pr.gov.br

(41) 3334-1667/3334-1742

Em São Paulo

Contate

http://www.achillesinternationalbrazil.com/

miro@achillesinternationalbrazil.com


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